Você Está Perdendo Músculo com a Canetinha? O Que a Ciência Diz

Se você está usando semaglutida ou pensando em iniciar o tratamento, uma dúvida provavelmente já passou pela sua cabeça: “será que estou perdendo músculo junto com a gordura?”. É uma preocupação legítima — e muito comum nos consultórios. A boa notícia? A ciência tem uma resposta clara para isso. E ela é mais tranquilizadora do que você imagina. Vamos analisar o que os principais estudos clínicos demonstram sobre o impacto da semaglutida na massa magra, na força muscular e no que você pode fazer para garantir que seu corpo esteja perdendo o que realmente importa: gordura. O que acontece com o corpo durante o tratamento com semaglutida? A semaglutida, pertencente à classe dos agonistas do receptor de GLP-1, é uma das ferramentas farmacológicas mais eficazes para o tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2. Ela atua reduzindo o apetite, retardando o esvaziamento gástrico e promovendo uma perda de peso significativa. Mas quando o peso cai — e cai rápido —, a pergunta inevitável surge: o que exatamente está sendo eliminado? Gordura, músculo ou ambos? A resposta curta é: a maior parte do peso perdido é gordura. Mas há sim uma parcela de massa magra que diminui, e entender esse equilíbrio é fundamental para um tratamento seguro e eficaz. O que os estudos clínicos mostram Múltiplos ensaios clínicos e revisões sistemáticas têm investigado essa questão de forma rigorosa. Os resultados são consistentes: Uma revisão sistemática de 2024, que analisou 6 ensaios clínicos com 1.541 adultos, confirmou que embora a massa magra tenha se mantido estável em alguns estudos e reduzido em outros, a proporção de massa magra sempre aumentou de forma relativa. Diferentes populações, mesmo padrão Os estudos foram conduzidos em diferentes grupos de pacientes, e o padrão se manteve: A pergunta que importa: isso é preocupante? Aqui está o ponto central: a perda de massa magra observada com a semaglutida é comparável à que ocorre em qualquer processo de perda de peso significativa, incluindo a restrição calórica tradicional. Um estudo em animais publicado em 2025 demonstrou que a semaglutida reduz a massa e a força musculares em extensão semelhante à da simples restrição calórica. Ou seja, não é um efeito específico do medicamento — é uma consequência natural do emagrecimento. Além disso, os mesmos estudos mostram que a massa muscular se recupera após a descontinuação do tratamento, o que sugere que o impacto não é permanente. Uma meta-análise de 2026 concluiu que a massa magra como proporção do peso total aumentou 1,81% com o uso de agonistas do receptor de GLP-1. Os autores recomendaram que a perda de massa magra não deve ser considerada uma limitação para o uso em pacientes com obesidade, embora intervenções nutricionais e de exercício devam acompanhar o tratamento. A principal ressalva dos pesquisadores é para pacientes idosos com sarcopenia pré-existente, onde qualquer perda muscular adicional merece atenção especial. O que vejo na prática Acompanho de perto pacientes que estão em tratamento com semaglutida. E o que os estudos mostram é exatamente o que vejo no consultório: a maioria dos pacientes perde muito mais gordura do que músculo. Mas aqui está o detalhe que faz toda a diferença: os pacientes que combinam o medicamento com treino de força e uma ingestão adequada de proteína preservam praticamente toda a massa magra. Não é teoria — é o que acontece na prática, consulta após consulta. A individualização é tudo. Um paciente jovem e ativo tem uma resposta completamente diferente de um paciente mais velho, sedentário, que está começando a se movimentar agora. Por isso, o acompanhamento médico não pode ser genérico. Cada protocolo precisa ser ajustado para a realidade de cada pessoa — sua rotina, sua capacidade física, sua alimentação e seus objetivos. O que mais me tranquiliza clinicamente é ver que, mesmo nos casos em que há alguma perda de massa magra, a força funcional se mantém. O paciente continua conseguindo realizar suas atividades, subir escadas, carregar peso — e muitas vezes relata ter mais disposição justamente porque perdeu gordura e reduziu a sobrecarga articular. Como proteger seus músculos durante o tratamento A evidência científica aponta duas estratégias fundamentais para preservar a massa magra durante o uso de semaglutida: Estudos indicam ainda que associações farmacológicas futuras, como o bloqueio dos receptores ActRII (com agentes como o bimagrumabe), podem proteger ainda mais a massa muscular durante o uso de GLP-1. Mas isso ainda é um horizonte de pesquisa, não uma realidade clínica atual. A regra de ouro é simples: a semaglutida emagrece predominantemente à custa de gordura, não de músculo. A massa magra pode sofrer uma redução inicial, mas tende a se estabilizar — e a força muscular, na maioria dos casos, é preservada ou até melhora. O que faz a diferença entre um tratamento mediocre e um tratamento excelente não é o medicamento isoladamente. É a combinação entre farmacoterapia, exercício de força, nutrição adequada e acompanhamento médico individualizado. Quando esses pilares estão alinhados, o resultado é uma perda de peso saudável, funcional e sustentável. Se você está usando semaglutida ou pretende iniciar o tratamento e quer fazer isso do jeito certo — preservando seus músculos e sua saúde articular —, agende uma consulta. Vamos montar um plano individualizado que combine o tratamento farmacológico com a estratégia de exercício e nutrição certa para o seu corpo. Compartilhe este artigo com alguém que está em processo de emagrecimento e tem essa mesma dúvida. E se ficou com qualquer questão sobre o tema, deixe seu comentário — respondo pessoalmente. Dr. Airthon Correia – CRM SP 178868 | RQE 80268 | TEOT 16584
Ozempic e Mounjaro: A Verdade Sobre o Reganho de Peso (Alerta Médico)! Como Evitar o Efeito Rebote

Muita gente consegue emagrecer com o uso de medicações como Ozempic, Victoza e Mounjaro, mas fica com a mesma dúvida: o que acontece quando o tratamento é interrompido?A resposta, segundo o que vemos na prática e na literatura científica, é que o reganho de peso é comum — e, em muitos casos, acontece mais rápido do que a pessoa imagina. Isso é importante porque não se trata apenas de “voltar alguns quilos”. Em muitos pacientes, o peso retorna junto com a piora de marcadores metabólicos, como glicemia e colesterol. Por isso, entender esse processo é fundamental para quem trata obesidade com seriedade. Por que o peso volta depois que a medicação é suspensa? A obesidade continua sendo um dos grandes desafios de saúde do nosso tempo. Além do impacto estético, ela se relaciona com morbidades importantes, maior risco cardiovascular e até morte precoce. O ponto central é que essas medicações ajudam a emagrecer, mas não eliminam a tendência biológica do corpo a recuperar o peso perdido. Quando a pessoa para o remédio, o organismo entra em um processo de compensação fisiológica. Em termos práticos: a fome tende a aumentar; o gasto energético basal pode cair; o corpo tenta “defender” o peso anterior; sem uma estratégia de manutenção, o reganho acontece. A revisão científica citada no vídeo acompanhou mais de nove mil pacientes e mostrou que, após a interrupção da medicação, o peso volta progressivamente. Em muitos casos, em cerca de um ano e meio, o paciente já havia recuperado praticamente tudo o que havia perdido. A solução / O tratamento O dado mais importante desse estudo não é apenas que existe reganho de peso. É que o efeito rebote faz parte do processo quando a abordagem é curta, isolada e sem estratégia de continuidade. Isso vale tanto para quem usa medicação quanto para quem emagrece apenas com mudança de estilo de vida. A diferença é que: quem usa medicação costuma perder mais peso no início; porém, ao parar, pode ter reganho mais rápido e mais intenso; quem emagrece só com atividade física e ajuste alimentar também pode recuperar peso, mas geralmente de forma mais lenta. Em resumo, o tratamento da obesidade precisa considerar três pilares: o período de uso da medicação; a transição para a fase sem remédio; a manutenção de estilo de vida ativo e sustentável. O erro mais comum é imaginar que o remédio resolverá tudo sozinho. Ele pode ser uma ferramenta muito útil, mas o resultado duradouro depende de estratégia. A Visão Prática do Consultório Na prática, o que faz diferença não é apenas perder peso. É evitar que o paciente entre no ciclo de perde e recupera peso. É por isso que, no consultório, o tratamento precisa ser planejado de forma individualizada. Não basta prescrever e esperar. É preciso pensar no que vai acontecer depois da medicação. O que costuma funcionar melhor: alinhar expectativas desde o início; associar medicação com mudança real de estilo de vida; aumentar o gasto calórico com exercício de forma progressiva; preparar a estratégia para a fase de manutenção; acompanhar o paciente mesmo depois da perda inicial. Essa visão é essencial porque não existe tratamento efetivo se o paciente perde 10 ou 15 kg em poucos meses e depois recupera tudo em pouco tempo. Obesidade não é uma corrida de 100 metros. É uma maratona. E essa lógica vale ainda mais porque o próprio estudo mostrou que o reganho não afeta apenas o peso. Quando a pessoa volta a engordar, também pode perder parte dos benefícios metabólicos conquistados, como melhora da glicemia, do colesterol e da hemoglobina glicada. Conclusão e Próximos Passos O principal recado é simples: medicações para emagrecer funcionam, mas o efeito não costuma se manter sozinho após a suspensão. O organismo reage, a fome aumenta, o metabolismo se adapta e o peso tende a voltar se não houver um plano de manutenção. Por isso, o melhor resultado não é o emagrecimento rápido. É o emagrecimento que permanece. E isso exige acompanhamento médico, estratégia de longo prazo e integração entre medicação, exercício e hábitos sustentáveis. Se você já usou medicação para emagrecer ou está pensando em iniciar esse tratamento, o passo mais importante é não focar apenas na perda de peso inicial.Busque uma avaliação especializada para montar uma estratégia que reduza o efeito rebote e proteja sua saúde a longo prazo. Dr. Airthon Correia – CRM SP 178868 | RQE 80268 | TEOT 16584
Análogos de GLP-1 (Ozempic): Aliados ou inimigos de quem tem artrose?

Existe um alerta vermelho aceso na ortopedia hoje em relação ao uso de medicações como o Ozempic (semaglutida) e outros análogos de GLP-1. O grande receio dos ortopedistas é um só: essas medicações promovem um emagrecimento rápido, mas muitas vezes causam uma perda acelerada e severa de massa muscular. Se você tem artrose, o músculo é o principal “amortecedor” da sua articulação. Perder essa proteção parece uma receita para o desastre no joelho, certo? Mas será que na prática clínica e nos dados científicos é isso mesmo que acontece? Se você tem dor no joelho, sobrepeso e já pensou em usar essas medicações para ajudar a emagrecer, preste atenção. Neste artigo, vamos analisar o que a ciência diz e descobrir quando o GLP-1 é um aliado poderoso e quando ele pode virar o pior inimigo da sua artrose. A relação entre peso, músculo, metabolismo e artrose Para entender o impacto desse remédio no seu joelho, você precisa saber de uma regra básica: a artrose não é apenas um “desgaste” mecânico. Ela é a soma de carga excessiva com inflamação. O excesso de peso sobrecarrega o joelho fisicamente. Além disso, o tecido gorduroso não é um “peso morto”; ele atua como um órgão endócrino, produzindo sinais inflamatórios que literalmente corroem a cartilagem. Por outro lado, o músculo é a mola do seu corpo. Sem ele, o impacto vai direto para o osso. É por isso que emagrecer perdendo músculo assusta tanto os médicos. Foi justamente no meio desse cabo de guerra — entre perder gordura inflamatória e o risco de perder músculo — que a ciência foi investigar os análogos de GLP-1. O que dizem os estudos em humanos? Um estudo robusto avaliou adultos obesos (IMC acima de 30) que sofriam com artrose moderada do joelho e dores significativas. Os pesquisadores compararam o uso da semaglutida (2,4 mg semanal) com um grupo placebo para medir o impacto no peso, na dor e na função física. Os resultados impressionaram e calaram muitos críticos: Perda de peso: O grupo da semaglutida teve uma redução impressionante de 13,7% do peso corporal, contra apenas 3,2% do grupo placebo. Redução da dor: Houve uma queda brutal de mais de 41 pontos na escala de dor (WOMAC). Qualidade de vida: Melhora significativa na capacidade de se movimentar e realizar atividades diárias. Por que alguns remédios funcionam e outros não? Estudos anteriores com outra medicação semelhante (liraglutida) falharam em melhorar a dor. O motivo? A balança. Na liraglutida, a perda de peso foi muito modesta (menos de 3 kg). A lição que fica é: para a artrose, o alívio da dor está intimamente ligado à quantidade de carga mecânica que você tira de cima do joelho. O emagrecimento precisa ser expressivo. O benefício vai além da balança? Aqui entra a parte mais fascinante. Um segundo estudo, desta vez experimental em camundongos com obesidade e artrose, fez uma pergunta crucial: A semaglutida ajuda só porque o paciente fica mais leve? Para testar isso, eles igualaram a perda de peso dos animais e descobriram que a semaglutida demonstrou um forte efeito de proteção da cartilagem de forma independente da perda de peso. Como isso acontece? Os cientistas trabalham com 3 hipóteses: Efeito anti-inflamatório direto, que impede a morte das células da cartilagem. Ação direta através dos receptores de GLP-1 presentes na articulação. Uma rota indireta ligada à insulina. Como o remédio melhora a ação da insulina no corpo, o joelho acaba sendo protegido por tabela. Ou seja: além de tirar o peso de cima do joelho, a medicação parece mudar a “química” inflamatória da articulação a seu favor. Afinal, é aliado ou inimigo? Quando é o seu maior ALIADO: Se você tem artrose, obesidade e muita dor, e o uso da medicação (com acompanhamento médico) gera uma perda de gordura expressiva, ela é uma super aliada. O alívio mecânico, somado a esse provável efeito metabólico de proteção da cartilagem, traz resultados gigantescos para a sua qualidade de vida. Quando vira o seu pior INIMIGO: O alerta vermelho da ortopedia se confirma se você cair na armadilha de emagrecer e derreter sua massa muscular. Se você usa a caneta emagrecedora, come pouco (devido à falta de apetite), não ingere proteína suficiente e não faz treino de força (musculação), você perde o músculo que estabiliza o joelho. A balança pode até mostrar um número menor, mas a sua articulação ficará frouxa, vulnerável e, a longo prazo, a dor e a incapacidade podem piorar severamente. Conclusão: A regra de ouro Análogos de GLP-1 são ferramentas brilhantes e revolucionárias, desde que usados dentro de um plano estratégico. Eles tiram a “carga ruim” (gordura), mas é você quem precisa construir a “carga boa” (músculo). A medicação não substitui o pilar número um da ortopedia no tratamento da artrose: músculo forte e movimento bem orientado. Se o seu objetivo é salvar o seu joelho, sua meta não deve ser apenas perder peso, mas sim perder gordura enquanto defende sua massa muscular com unhas e dentes. Gostou deste artigo? Compartilhe com quem precisa emagrecer para aliviar as dores no joelho, mas precisa entender como fazer isso do jeito certo! Dr. Airthon Correia – CRM SP 178868 | RQE 80268 | TEOT 16584
Recuperação de atleta não é por calendário: entenda o que realmente funciona.

Descubra como a recuperação de atleta deve ser feita com critérios, segurança e equipe integrada para voltar à performance. A recuperação de um atleta, principalmente no pós-operatório, pode parecer quase mágica para quem vê de fora. Em alguns casos, a volta acontece com fluidez, segurança e performance. Em outros, o processo trava, arrasta e frustra. A diferença não está apenas na cirurgia ou na fisioterapia. Está na forma como o tratamento é conduzido, no controle de risco, na individualização e na leitura correta de cada fase da recuperação. O que diferencia uma recuperação de alto nível? No atleta, o objetivo do tratamento não é apenas melhorar a dor. O foco real precisa ser retornar a função e entregar performance com segurança. Isso muda tudo. Porque um atleta não se recupera só para “voltar a andar bem” ou “parar de sentir incômodo”. Ele precisa recuperar força, qualidade de movimento, simetria e confiança para voltar ao esporte no mesmo nível — ou o mais próximo possível dele. A recuperação bem conduzida passa por três metas centrais: Controlar o risco na reabilitação Recuperar a função Entregar performance E isso acontece por fases, não por improviso. Na fase inicial do pós-operatório, o foco é: controle da dor boa cicatrização movimento precoce, porém controlado respeito ao limite do paciente e da lesão Depois, a prioridade passa a ser: recuperar força melhorar a qualidade do movimento ganhar potência restaurar simetria Por fim, a etapa final busca o retorno ao esporte com a performance anterior. O tratamento mais seguro e eficiente para o atleta se apoia em três pilares fundamentais. 1. Diagnóstico pelo esporte e pela demanda Cada paciente tem uma exigência diferente. Não basta olhar apenas a lesão. É preciso entender: qual esporte o paciente pratica qual é a demanda funcional qual é o calendário competitivo se existe urgência para uma partida ou competição importante se a cirurgia pode ou não ser postergada Esse olhar individualizado muda a estratégia e evita decisões genéricas. 2. Progressão por critérios, não por calendário Esse é um dos maiores erros na recuperação. Muita gente acredita que basta esperar “um mês”, “dois meses” ou “o tempo do protocolo” para avançar. Mas a melhor conduta não é guiada apenas pelo relógio. Ela deve ser guiada por critérios objetivos, como: força simetria padrão de movimento segurança funcional É isso que dá base para uma decisão mais precisa sobre o que o paciente já pode ou ainda não pode fazer. 3. Equipe integrada A recuperação de um atleta precisa ser construída em conjunto. ortopedista médico do esporte fisioterapeuta preparador físico Quando todos trabalham alinhados, o processo flui melhor. Mas se um acelera e outro freia, quem sofre é o atleta, que fica perdido no meio do caminho. Na prática, o que mais faz diferença é a individualização. O mesmo tipo de cirurgia não evolui da mesma forma em todos os pacientes. A resposta do corpo, a demanda esportiva, o momento da temporada e os objetivos do atleta influenciam diretamente a estratégia. No consultório, a avaliação precisa ir além da dor e da imagem. É necessário observar: como está a força como está a simetria como o movimento está sendo executado se o tecido já está pronto para a próxima etapa se o paciente está respeitando a lógica da reabilitação A experiência mostra que muitos erros acontecem quando o atleta tenta antecipar etapas só porque “não está doendo”. Mas a ausência de dor não significa cicatrização completa. Também não significa que tendão, ligamento, osso ou outra estrutura já estejam preparados para suportar a carga exigida. Outro ponto importante é entender que a fisioterapia não encerra a reabilitação. Depois da fisioterapia, ainda existe uma fase decisiva de transição para: academia treino funcional gestos esportivos específicos preparo físico direcionado ao esporte Essa etapa é essencial para que o retorno seja realmente seguro e funcional. Alguns mitos atrasam muito o processo: achar que, se não dói, já pode fazer tudo acreditar que a reabilitação termina quando a fisioterapia acaba deixar o exame de imagem decidir sozinho a conduta comparar sua recuperação com a de outra pessoa seguir apenas um protocolo rígido, sem avaliação clínica Em especial, confiar apenas na dor é um erro frequente. A dor ajuda a orientar, mas não deve ser o único guia para decidir o que o paciente pode fazer. A regra de ouro da recuperação do atleta é simples: voltar com segurança é mais importante do que voltar rápido demais. Recuperar bem exige diagnóstico pelo esporte, progressão por critérios e equipe integrada. Sem isso, o atleta corre mais risco de travar a evolução, atrasar o retorno e até comprometer o resultado da cirurgia. Quando a reabilitação é feita com método, cada fase tem um objetivo claro. E é justamente essa organização que permite sair da dor, recuperar função e voltar à performance com mais segurança. Se você está em recuperação ou quer entender melhor como voltar ao esporte com segurança, procure avaliação especializada. E se este conteúdo fez sentido para você, compartilhe com alguém que também precisa entender que recuperação de atleta não é por calendário, e sim por critérios. Dr. Airthon Correia – CRM SP 178868 | RQE 80268 | TEOT 16584
Como ter uma recuperação de alta performance (mesmo não sendo um atleta profissional

“Doutor, quanto tempo falta para eu voltar a treinar?” ou “Como eu faço para ter um resultado de atleta?”. Se você já se lesionou, provavelmente fez uma dessas perguntas. A verdade nua e crua é que não dá para pular etapas. No consultório, vejo pessoas comuns tentando se recuperar como amadores, enquanto buscam resultados de profissionais. A diferença entre o sucesso e a frustração está em um detalhe: o que guia o seu tratamento. O Erro da Recuperação Amadora: A Armadilha da Dor maioria das pessoas guia sua melhora por dois fatores perigosos: a ausência de dor e o calendário. O raciocínio amador é: “Já faz 30 dias e não dói mais, então estou curado”. Isso é uma receita para o desastre. Enquanto a pessoa comum quer apenas “parar de sentir dor”, o atleta precisa “voltar à performance”. Para o atleta, não sentir dor é apenas o primeiro degrau de uma escada longa. Se você quer um resultado definitivo, precisa parar de olhar para o relógio e começar a olhar para a sua função. A Tríade do Sucesso: Você não está sozinho Para alcançar a alta performance, a estrutura do tratamento precisa ser um triângulo dinâmico e inquebrável: O Médico: Que traça a estratégia e monitora a biologia. A Reabilitação: Fisioterapia e fortalecimento guiados. VOCÊ: O pilar que brilha. Sem a sua execução e disciplina, a equipe não avança. Os 5 Pilares para o Resultado de Alta Performance Para transformar sua recuperação, você precisa aplicar estes conceitos: 1. Critério x Calendário: O tempo de cicatrização é apenas uma referência. O que decide se você avança de fase são os critérios funcionais (força, mobilidade e equilíbrio), não quantos dias passaram no calendário. 2. Carga é Remédio: Na ortopedia moderna, o repouso absoluto é raramente a solução. A carga controlada estimula a cura, mas a dose é fundamental. Carga de menos não estimula; carga demais lesiona novamente. 3. Constância x Intensidade: Não adianta treinar intensamente um dia e sumir da fisioterapia por três. O corpo responde à sinalização frequente e constante. 4. Monitoramento de Sinais de Alerta: Aprender a ler o que o seu corpo diz durante e após o estímulo. 5. Respeito à Individualidade: O que funcionou para o seu colega de treino pode não servir para o seu grau de lesão. A Visão Prática: O que vejo no consultório No meu dia a dia como médico do esporte e ortopedista, percebo que o paciente que mais sofre com recidivas é aquele que “se dá alta” precocemente. No consultório, nós não trabalhamos com datas mágicas. Muitas vezes, o tendão ou o músculo já não dói, mas ele ainda está “desfiado” ou fraco, como um amortecedor vencido. A nossa equipe foca em testes de força e qualidade de movimento. Só liberamos para o próximo nível quando o paciente prova, através de critérios técnicos, que o corpo suporta a demanda. É essa visão profissional que protege sua articulação a longo prazo. Sinais de Perigo (Red Flags) Fique atento! Sua recuperação está em risco se você estiver: Avaliar sua melhora apenas pelo calendário. Se guiar exclusivamente pela dor (ela engana!). Tentar copiar o protocolo de outra pessoa. Conclusão e Próximos Passos A “Regra de Ouro” é simples: Recuperação profissional é guiada por critérios, não por datas. Se você quer voltar ao seu esporte ou à sua rotina sem medo de se lesionar novamente, mude sua mentalidade. Pare de contar os dias e comece a contar as suas conquistas funcionais. Você sente que sua recuperação travou ou tem medo de voltar a treinar e se machucar de novo? Agende uma consulta com a nossa equipe especializada. Vamos traçar um plano baseado em critérios reais para você alcançar o seu resultado de atleta.Dr. Airthon Correia – CRM SP 178868 | RQE 80268 | TEOT 16584
Treino em Jejum e Hipertrofia: O que a ciência mostra sobre força e desempenho

Introdução Treinar cedo e sem conseguir comer antes é a realidade de muita gente. E daí vem a dúvida que aparece o tempo todo no consultório: treinar em jejum atrapalha a hipertrofia, a força e a performance? >/p> A boa notícia é que um estudo recente ajuda a esclarecer essa preocupação. E a resposta, quando a alimentação do dia está bem ajustada, é bem mais tranquilizadora do que muita gente imagina. Treino em Jejum realmente piora os resultados? Essa discussão existe há bastante tempo, principalmente porque estudos mais antigos sugeriam pior desempenho em quem treinava sem comer. Mas havia um problema importante: muitos desses trabalhos tinham metodologia fraca, com grupos muito diferentes entre si. Em alguns casos, os participantes faziam jejuns muito prolongados, como no Ramadã, e nem sempre havia controle adequado de fatores decisivos, como: quantidade total de calorias ingestão de proteína tipo de treino realizado tempo real de jejum Quando essas variáveis não são controladas, fica difícil saber se o problema era realmente o jejum ou se o resultado vinha de outros fatores da rotina alimentar. O estudo novo analisado no vídeo mudou justamente esse ponto. Ele comparou dois grupos: um grupo que fazia refeição 1 a 2 horas antes do treino outro grupo que treinava com até 10 horas de jejum O detalhe mais importante é que os dois grupos receberam a mesma quantidade de calorias e proteína ao longo do dia, além de seguirem treinos muito parecidos e monitorados. Ou seja: a comparação ficou mais justa. A Solução / O Tratamento O resultado foi surpreendente para muita gente: não houve diferença em força nem em hipertrofia entre os grupos após meses de acompanhamento. Em outras palavras, o jejum antes do treino não teve impacto negativo, desde que o restante da alimentação estivesse bem organizado. Os pontos centrais dessa conclusão foram: calorias totais adequadas ao longo do dia proteína suficiente nas refeições treino bem estruturado constância na rotina de alimentação e exercício O vídeo também reforça uma ideia importante: a refeição pré-treino com carboidrato parece ter mais relevância em treinos longos. Quando o treino não é prolongado, e o dia está bem alimentado, o impacto de não comer antes tende a ser pequeno ou irrelevante. A Visão Prática do Consultório Na prática, isso ajuda muito o paciente que treina às 6 da manhã e simplesmente não consegue comer antes. Nem sempre a logística da vida permite o cenário “ideal”, e isso não pode virar desculpa para achar que o resultado está perdido. O que vejo no consultório é que o erro mais comum não é treinar em jejum. O erro é: comer mal no restante do dia não bater proteína suficiente errar o volume total de alimentação achar que uma única refeição define o resultado inteiro O corpo responde ao conjunto da estratégia, não a um único detalhe isolado. Por isso, quando a rotina está bem planejada, o jejum não precisa ser um vilão. Conclusão e Próximos Passos A regra de ouro aqui é simples: o resultado do treino depende mais do que você faz ao longo do dia do que apenas do que come antes da musculação. Se você treina cedo e não consegue se alimentar antes, isso não significa automaticamente pior hipertrofia ou perda de força. O mais importante é garantir alimentação adequada, proteína suficiente e treino bem conduzido. Para quem busca performance, o foco deve sair do medo do jejum e ir para a qualidade do planejamento como um todo. Se você também treina em jejum ou já teve dúvida sobre isso, deixe seu comentário com a sua experiência. E, se quiser entender como ajustar sua alimentação e seus treinos para buscar resultado real, procure orientação especializada. Dr. Airthon Correia CRM SP 178868 | RQE 80268 | TEOT 16584
Beach Tennis: entenda porque tendinites e lesões são tão comuns nos praticantes desse esporte.

Dores no Ombro e Beach Tennis Com o aumento de números de praticantes do beach tennis, tenho atendido cada vez mais pessoas com queixas de dores nos ombros, cotovelos, punhos e com diagnóstico de tendinites. E por que ocorre isso? Muitas pessoas que começam a praticar o beach tennis passaram um grande período sedentárias, sem realizar atividades físicas, por diversas razões — uma das principais, a pandemia. Essas pessoas transitaram de um estágio sedentário para, em pouco tempo, estar a realizar com frequência atividades com movimentos repetitivos intensos, que geram forças de impacto e principalmente tração nos tendões, repetidamente. Alguns relatam rotinas de jogos de 3 a 4 horas. A tendinite ocorre mais facilmente em pessoas que vieram de uma fase sedentária. Pela falta de atividades físicas, os tendões sofrem adaptações: perdem força, elasticidade e consistência. Um tendão fragilizado, submetido a impacto constante (como o da raquete contra a bola), inflama e se degenera — processo conhecido como degeneração tendínea. É mais provável ocorrer em indivíduos destreinados, mas também pode afetar praticantes experientes por excesso de horas de jogo, falta de alongamento e ausência de fortalecimento específico. O ombro, por ser uma articulação altamente exigida no beach tennis, é muito acometido entre os praticantes. Os tendões mais acometidos são os do manguito rotador, com quadros de tendinite e até rupturas. Outras lesões como luxação, lesão SLAP também podem ocorrer. Tratamento O tratamento depende da gravidade dos sintomas e das alterações vistas nos exames de imagem. No vídeo e nas imagens abaixo, mostro uma infiltração guiada por ultrassom, na qual aplico medicações que reduzem a inflamação e melhoram a qualidade do tendão. Esse é um procedimento que realizo em casos mais intensos ou crônicos, com dor persistente e limitação funcional durante o esporte. O tratamento adequado, precoce e com acompanhamento profissional é fundamental para quem deseja continuar praticando beach tennis sem dor. Dr. Airthon Correia CRM SP 178868 | RQE 80268 | TEOT 16584
Bioimpedância

Exame de Bioimpedância Esse exame pode ajudar em programas de ganho de massa muscular ou até mesmo de emagrecimento por fornecer informações precisas sobre a composição corporal. Nele são realizadas as seguintes leituras: Aferição do peso; Gordura corporal total; Massa muscular e óssea; Quantidade de água; Nível de gordura visceral; Taxa metabólica basal. O exame de bioimpedância dura apenas dois minutos e é feito com o posicionamento de 2 eletrodos nas mãos e nos pés do paciente para a passagem de uma corrente elétrica de baixa frequência que atravessa o corpo. Tudo é feito rapidamente de forma segura e não invasiva, sem nenhuma dor e com alto grau de exatidão. A bioimpedância fornece um quadro completo da massa muscular presente no tronco, membros inferiores e superiores, com o acompanhamento da evolução física ao adequar exercícios e a dieta complementar para o paciente atingir seus objetivos. Contudo, é preciso lembrar que o exame de bioimpedância não é recomendado para pacientes que possuem marcapasso, pinos de metal no corpo, parafusos ou então mulheres em período de gravidez. Preparo exame de bioimpedância 1. Manter 3 horas de jejum antes do exame. 2. Urinar imediatamente antes de fazer a avaliação. 3. Não ingerir bebidas alcoólicas e alimentos com cafeína (refrigerantes, café, chocolates, chá verde) nas 24h anteriores; 4. Não praticar exercícios intensos nas 3 horas que antecedem o exame; 5. Não passar talco ou cremes nos pés e mãos; 6. Não usar meias, brincos, relógios ou bijuterias durante o exame; 7. Evitar uso de medicamentos diuréticos no dia anterior; 8. Realizar sempre os exames em condições semelhantes para garantir precisão: mesmo tipo de roupa, antes das refeições ou exercícios, e atenção ao ciclo menstrual (no caso das mulheres). Este exame é contraindicado para pessoas com dispositivos metálicos (marca-passo, placas, pinos etc.) e gestantes. Tipo de roupas para realizar o exame Homens: calção esportivo e camiseta Mulheres: shorts e top de academia.
Entenda o resultado do seu exame de sangue

Esse post do blog busca esclarecer as taxas que vemos nos resultados de alguns exames de sangue. Vitamina D Você já deve ter notado que no exame da hidroxivitamina D ou 25(OH)D se fala em vários valores diferentes, como sendo o ideal, portanto, é um assunto de bastante debate e estudo atualmente. A vitamina D, apesar do nome, funciona como um hormônio, com funções bem conhecidas no metabolismo ósseo, mas hoje se sabe que também tem ação nos músculos, sistema imune e vários outros sistemas do nosso organismo. De forma geral, são listados como DEFICIÊNCIA resultados < 20 ng/mL e INSUFICIÊNCIA 20–29 ng/mL. Principais exames relacionados: Dosagem de 25(OH)D no sangue Densitometria óssea Dosagem de cálcio e fósforo Exame de PTH (paratormônio) Testosterona A testosterona é o hormônio responsável pelas características masculinas, como voz grossa, crescimento da barba e tônus muscular, mas também é produzida em níveis mais baixos pelas mulheres, influenciando libido e massa óssea. Os principais exames são a testosterona livre e a testosterona total (ligada ao SHBG). SHBG A proteína SHBG (globulina ligadora de hormônios sexuais) regula a quantidade de hormônios circulantes. Níveis podem subir com a idade ou uso de estrogênios e anticoncepcionais, e cair com insulina, GH e androgênios. Colesterol O colesterol tem papéis vitais — desde a composição das membranas celulares até a síntese de hormônios. Colesterol total Produzido no fígado, é essencial para células, neurônios e vitamina D. LDL (“ruim”) Transporta colesterol do fígado às células — em excesso, obstrui artérias. HDL (“bom”) Remove colesterol das células, levando de volta ao fígado. Triglicerídeos (VLDL) Fonte de energia — altos níveis aumentam o risco cardiovascular. CPK (creatinofosfoquinase) Também chamada de “enzima do exercício”, pode subir após treinos intensos. Atua em músculos, cérebro e coração. Dr Airthon Correia CRM SP 178868 | RQE 80268 | TEOT 16584
Cuidados antes de começar um novo exercício

Cuidados ao Iniciar Exercícios Se programando para iniciar novos exercícios neste novo ano para uma vida mais saudável? Confira neste post alguns cuidados que devem ser tomados antes de começar! Na prática de exercícios físicos só existem benefícios: disposição física, redução da gordura corporal, prevenção de doenças, melhora na capacidade cardiorrespiratória e muito mais. Todos esses fatores contribuem para a sua qualidade de vida e bem-estar físico e emocional, mas fique atento: os exercícios físicos devem ser executados de maneira correta e consciente! O primeiro passo é fazer uma avaliação médica para reduzir os fatores de risco associados a lesões articulares. Seja qual for o propósito — perder peso, ganhar massa muscular ou promover a qualidade de vida e saúde — não negligencie esta etapa. Segundo passo: escolha um exercício que te dá prazer, pois assim será mais fácil criar o hábito. Leve em consideração que é preciso sempre ter o acompanhamento de um profissional de educação física, independente da prática que você vá começar (crossfit, musculação ou corrida). Escolha roupas e calçados próprios para o exercício físico escolhido. No caso da corrida, o calçado correto é fundamental para amortecer o impacto e proteger as articulações dos pés, joelhos, quadril e vértebras. Lembre-se de avaliar sua pisada com um especialista para indicar o calçado adequado conforme a sua característica anatômica (pronada ou supinada). Por fim, lembre-se dos cuidados com a alimentação e a hidratação. Eles são essenciais para promover a saúde do corpo, alcançar um objetivo e aumentar a qualidade de vida. Esses processos devem ser acompanhados por um nutricionista para que a alimentação esteja de acordo com o seu treino.