Por que a TENDINITE no COTOVELO demora TANTO para melhorar? (A verdade sobre o cotovelo de tenista)

Você já fez 40, 50 sessões de fisioterapia e a dor no cotovelo continua exatamente igual? Aquela pontada na parte externa do braço que aparece quando você segura um copo, aperta a mão de alguém ou tenta treinar? Se essa é a sua situação, você não está sozinho. A epicondilite lateral — popularmente conhecida como cotovelo de tenista — é, disparado, uma das maiores frustrações dentro da ortopedia. Não apenas para o paciente, mas também para o cirurgião de ombro e cotovelo. E existe um motivo científico muito claro para isso. Neste artigo, você vai entender por que essa lesão demora tanto para resolver, por que o tratamento tradicional muitas vezes falha e quais são as estratégias que realmente funcionam para recuperar o seu cotovelo. Por que a epicondilite lateral é tão difícil de tratar? Por muito tempo, a medicina acreditou que a epicondilite lateral era um problema puramente inflamatório. A lógica era simples: há inflamação, então basta tratar a inflamação. Foi assim que, durante anos, o padrão de tratamento se resumiu a: Anti-inflamatórios Uso de tala Repouso O problema? Isso não resolvia. E quanto mais a ciência avançava, mais ficou evidente que há muito mais coisa acontecendo ali do que uma simples inflamação. O que se descobriu é que, na epicondilite lateral, existe um processo chamado degeneração do tendão. O tendão que se desmanca: entendendo a degeneração Imagine um elástico que começa a se desfazer. Ele perde a elasticidade, fica com um tecido de qualidade inferior e não cumpre mais sua função adequadamente. É exatamente isso que acontece com o tendão na epicondilite lateral. O tendão começa a perder sua elasticidade e a apresentar um tecido de qualidade pior. E é essa degeneração — e não apenas a inflamação — que gera a dor e mantém a doença ativa. Quando você entende isso, entende também que o problema não se resolve apenas atacando a inflamação. Existe, sim, uma inflamação crônica e desorganizada, mas o objetivo do tratamento precisa ser direcionar esse processo inflamatório deletério para um processo de regeneração do tendão. O fator que sabota o tratamento: a atividade causal Esse processo de regeneração é complexo por um motivo muito específico. A atividade que precipita e piora a epicondilite lateral é, na maioria das vezes, uma atividade laboral. Ou seja, a pessoa tem um trabalho que exige movimentos repetitivos e esforços que forçam constantemente aquele tendão. E na prática, é muito difícil eliminar totalmente esse estímulo. É possível, sim, fazer ajustes — junto com o médico do trabalho, adaptando a função e a forma de trabalhar para diminuir a sobrecarga. Mas tirar completamente o estímulo que machuca o cotovelo? Isso raramente é viável. Entenda o cenário real: mesmo tratando da melhor forma possível, existe um estímulo que continua agindo sobre o tendão. É por isso que o tratamento precisa ir muito além do repouso e do remédio. Os dois pilares do tratamento que funcionam Quando você consegue, ao menos parcialmente, reduzir a sobrecarga, precisa colocar em ação dois estímulos fundamentais para recuperar a qualidade do tendão: o mecânico e o biológico. Estímulo mecânico: a fisioterapia que realmente importa A fisioterapia é fundamental no tratamento da epicondilite lateral. Mas atenção: não estamos falando apenas daquele “choquinho” e do infravermelho. O que você precisa são estímulos mecânicos progressivos que estimulem o tendão a melhorar sua qualidade. Pense no seguinte exemplo: Imagine que você está com a musculatura fraca e precisa ganhar massa muscular. Mesmo que eu te dê suplemento, se você não treinar de forma adequada, não vai ganhar musculatura nenhuma. Com o tendão é a mesma coisa. Se você está com um tendão de qualidade inferior e não recebe um estímulo mecânico adequado e progressivo, é muito difícil que ele melhore. A reabilitação orientada por fisioterapia é o caminho para devolver ao tendão a estrutura que ele perdeu. Estímulo biológico: tecnologias e procedimentos que regeneram o tecido Do ponto de vista biológico, existem opções minimamente invasivas e não invasivas que podem acelerar a regeneração: Infiltração com ácido hialurônico — procedimento guiado por ultrassom que leva a substância diretamente perto do tecido degenerado, estimulando a melhora da qualidade do tendão. PRP (Plasma Rico em Plaquetas) — terapia recentemente aprovada pelo CFM, cujos estudos mostram resultados cada vez mais promissores na regeneração tendínea. Laser de alta intensidade — tecnologia não invasiva cujos trabalhos científicos demonstram resultados interessantes na redução da dor. Todos esses procedimentos têm um objetivo em comum: estimular a melhora da qualidade do tecido degenerado, transformando um tendão doente em um tendão funcional novamente. O que vejo no consultório Quando você entende a complexidade da epicondilite lateral, fica claro que não será um único remédio ou uma única injeção de corticoide que vai resolver o problema. É preciso uma estratégia que combine, de forma individualizada, o tratamento mecânico e o biológico. No consultório, o que eu vejo com frequência são pacientes que chegam frustrados após dezenas de sessões de fisioterapia mal direcionadas. Muitas vezes, fizeram tratamentos incompletos — apenas anti-inflamatório e repouso, sem um plano de carga progressiva, sem estímulos biológicos adequados e sem ajustes na atividade que causa a lesão. A boa notícia é que, quando você trata dessa forma integrada, aumenta drasticamente a chance de não precisar de cirurgia. Menos de 5% das pessoas com epicondilite lateral evoluem para o procedimento cirúrgico. Mas é muito comum ver pessoas que não optam pela cirurgia e, mesmo assim, continuam com dor crônica. Na maior parte dos casos, são pessoas que não fizeram um tratamento bem feito. A epicondilite pode ser extremamente limitante: tem paciente que não consegue apertar a mão de alguém, perde performance no treino e, pior ainda — começa a compensar o movimento por causa da dor, desenvolvendo lesões no ombro e no punho que não existiam antes. Por isso, você precisa de uma equipe que monte um programa de reabilitação estruturado, com acompanhamento médico, fisioterapêutico e, quando necessário, ajustes no ambiente de trabalho. Não é “só uma tendinite”. Não é “só uma inflamação”. A regra de
Qual o verdadeiro efeito da joelheira para quem tem artrose? A ciência responde!

https://www.youtube.com/watch?v=eBaatCSg9PU Se você sofre com artrose no joelho, provavelmente já ouviu conselhos conflitantes sobre o uso de joelheiras. De um lado, amigos e familiares recomendam: “Compra uma joelheira, alivia muito!”. Do outro, alguns profissionais alertam: “Não use, isso vai deixar a sua musculatura preguiçosa”. Afinal, em quem acreditar? A joelheira protege a cartilagem? Ela realmente alivia a dor ou é apenas um efeito psicológico (placebo)? Até mesmo as diretrizes médicas internacionais apresentavam certas divergências sobre o tema. Para colocar um ponto final nessa dúvida, cientistas realizaram um estudo recente e gigantesco chamado PROP OA (Provision of knee bracing for knee osteoarthritis). Neste artigo, vamos detalhar o que a ciência descobriu sobre o verdadeiro impacto da joelheira na artrose e te dar o veredito: ela é sua aliada ou inimiga no tratamento? A polêmica: Por que há tanta dúvida sobre a joelheira? A lógica de quem defende o uso da órtese (joelheira) é simples e intuitiva: se o joelho está instável, fraco e dolorido, colocar um suporte externo confere firmeza, descarrega parte da pressão articular e alivia a dor ao pisar. Em contrapartida, o grande medo de muitos especialistas é o uso excessivo. O receio é que, ao depender de um suporte externo o tempo todo, a musculatura da coxa e da perna relaxe, sofra atrofia (perda de massa) e, no longo prazo, deixe o joelho ainda mais desprotegido e vulnerável à progressão da doença. O Estudo PROP OA: Exercício puro vs. Exercício + Joelheira Para medir esse impacto de forma exata, pesquisadores acompanharam 466 adultos com mais de 45 anos, todos com sintomas de artrose no joelho. Eles foram divididos em dois grupos: Grupo Padrão Ouro (Controle): Recebeu uma consulta com fisioterapeuta, educação detalhada sobre a doença e um programa de exercícios focado em fortalecimento para ser feito em casa. Grupo Joelheira (Intervenção): Recebeu exatamente a mesma orientação e o programa de exercícios, mas com um adicional: o uso de uma joelheira específica para o seu tipo de artrose, acompanhada de mensagens de incentivo para manter o uso diário. O objetivo era claro: descobrir se adicionar a joelheira ao exercício físico traz alguma vantagem real na redução da dor e na melhora da função do joelho em um prazo de 6 a 12 meses. Os Resultados: O que mudou de verdade? Aos 6 meses de acompanhamento, o veredito dos dados foi favorável ao uso do acessório: O grupo que utilizou a joelheira relatou melhores resultados, com alívio na dor (especialmente ao colocar o peso do corpo no chão) e melhora na capacidade de realizar as atividades do dia a dia. Além disso, a segurança foi confirmada: os efeitos colaterais foram super leves, limitando-se a irritações na pele pelo suor ou atrito (cerca de 20% dos casos). No entanto, a ciência exige honestidade sobre o tamanho desse benefício. O estudo mostrou que, embora a melhora exista, o efeito é pequeno. A joelheira não foi a salvação milagrosa da cartilagem. Outro detalhe importante: aos 3 e 6 meses, a órtese ajudou . Porém, aos 12 meses, o benefício extra praticamente desapareceu. O motivo principal? Com o passar do tempo, os pacientes simplesmente cansaram de usar o acessório diariamente devido ao calor ou desconforto. Afinal, a joelheira é Aliada ou Inimiga? A resposta é: depende de como você a utiliza. Quando ela é sua ALIADA: A joelheira é uma ferramenta fantástica de transição. Se você tem tanta dor que não consegue nem começar a fazer seus exercícios, a órtese fornece a segurança, a estabilidade e o alívio (mesmo que modesto) necessários para você sair do sedentarismo e iniciar a fisioterapia ou a academia. Ela não substitui o músculo, mas ajuda você a conseguir treinar o seu músculo. Quando ela vira INIMIGA: Ela se torna um problema se você a usar como uma muleta definitiva. Achar que colocar a joelheira resolve a artrose e, por isso, negligenciar o fortalecimento muscular é um erro grave. Como o estudo provou, o efeito analgésico do acessório diminui com o tempo. Conclusão: A Regra de Ouro Adicionar uma joelheira ao seu tratamento pode trazer um benefício importante de forma segura e acessível. Mas não se engane: o coração do tratamento da artrose sempre será a orientação médica, a perda de peso (quando indicada) e o fortalecimento muscular. Pense na joelheira como o cinto de segurança que te permite dirigir com mais tranquilidade o “carro” do seu tratamento (o exercício físico). Use-a para ganhar confiança, movimentar-se com menos dor e construir, dia após dia, a sua própria “joelheira biológica”: a sua massa muscular. Gostou deste artigo? Compartilhe com quem também sofre com dores no joelho e precisa saber como usar a joelheira do jeito certo! Se tiver dúvidas, deixe nos comentários ou agende uma avaliação. Dr. Airthon Correia – CRM SP 178868 | RQE 80268 | TEOT 16584
Ozempic e Mounjaro: A Verdade Sobre o Reganho de Peso (Alerta Médico)! Como Evitar o Efeito Rebote

Muita gente consegue emagrecer com o uso de medicações como Ozempic, Victoza e Mounjaro, mas fica com a mesma dúvida: o que acontece quando o tratamento é interrompido?A resposta, segundo o que vemos na prática e na literatura científica, é que o reganho de peso é comum — e, em muitos casos, acontece mais rápido do que a pessoa imagina. Isso é importante porque não se trata apenas de “voltar alguns quilos”. Em muitos pacientes, o peso retorna junto com a piora de marcadores metabólicos, como glicemia e colesterol. Por isso, entender esse processo é fundamental para quem trata obesidade com seriedade. Por que o peso volta depois que a medicação é suspensa? A obesidade continua sendo um dos grandes desafios de saúde do nosso tempo. Além do impacto estético, ela se relaciona com morbidades importantes, maior risco cardiovascular e até morte precoce. O ponto central é que essas medicações ajudam a emagrecer, mas não eliminam a tendência biológica do corpo a recuperar o peso perdido. Quando a pessoa para o remédio, o organismo entra em um processo de compensação fisiológica. Em termos práticos: a fome tende a aumentar; o gasto energético basal pode cair; o corpo tenta “defender” o peso anterior; sem uma estratégia de manutenção, o reganho acontece. A revisão científica citada no vídeo acompanhou mais de nove mil pacientes e mostrou que, após a interrupção da medicação, o peso volta progressivamente. Em muitos casos, em cerca de um ano e meio, o paciente já havia recuperado praticamente tudo o que havia perdido. A solução / O tratamento O dado mais importante desse estudo não é apenas que existe reganho de peso. É que o efeito rebote faz parte do processo quando a abordagem é curta, isolada e sem estratégia de continuidade. Isso vale tanto para quem usa medicação quanto para quem emagrece apenas com mudança de estilo de vida. A diferença é que: quem usa medicação costuma perder mais peso no início; porém, ao parar, pode ter reganho mais rápido e mais intenso; quem emagrece só com atividade física e ajuste alimentar também pode recuperar peso, mas geralmente de forma mais lenta. Em resumo, o tratamento da obesidade precisa considerar três pilares: o período de uso da medicação; a transição para a fase sem remédio; a manutenção de estilo de vida ativo e sustentável. O erro mais comum é imaginar que o remédio resolverá tudo sozinho. Ele pode ser uma ferramenta muito útil, mas o resultado duradouro depende de estratégia. A Visão Prática do Consultório Na prática, o que faz diferença não é apenas perder peso. É evitar que o paciente entre no ciclo de perde e recupera peso. É por isso que, no consultório, o tratamento precisa ser planejado de forma individualizada. Não basta prescrever e esperar. É preciso pensar no que vai acontecer depois da medicação. O que costuma funcionar melhor: alinhar expectativas desde o início; associar medicação com mudança real de estilo de vida; aumentar o gasto calórico com exercício de forma progressiva; preparar a estratégia para a fase de manutenção; acompanhar o paciente mesmo depois da perda inicial. Essa visão é essencial porque não existe tratamento efetivo se o paciente perde 10 ou 15 kg em poucos meses e depois recupera tudo em pouco tempo. Obesidade não é uma corrida de 100 metros. É uma maratona. E essa lógica vale ainda mais porque o próprio estudo mostrou que o reganho não afeta apenas o peso. Quando a pessoa volta a engordar, também pode perder parte dos benefícios metabólicos conquistados, como melhora da glicemia, do colesterol e da hemoglobina glicada. Conclusão e Próximos Passos O principal recado é simples: medicações para emagrecer funcionam, mas o efeito não costuma se manter sozinho após a suspensão. O organismo reage, a fome aumenta, o metabolismo se adapta e o peso tende a voltar se não houver um plano de manutenção. Por isso, o melhor resultado não é o emagrecimento rápido. É o emagrecimento que permanece. E isso exige acompanhamento médico, estratégia de longo prazo e integração entre medicação, exercício e hábitos sustentáveis. Se você já usou medicação para emagrecer ou está pensando em iniciar esse tratamento, o passo mais importante é não focar apenas na perda de peso inicial.Busque uma avaliação especializada para montar uma estratégia que reduza o efeito rebote e proteja sua saúde a longo prazo. Dr. Airthon Correia – CRM SP 178868 | RQE 80268 | TEOT 16584
Recuperação de atleta não é por calendário: entenda o que realmente funciona.

Descubra como a recuperação de atleta deve ser feita com critérios, segurança e equipe integrada para voltar à performance. A recuperação de um atleta, principalmente no pós-operatório, pode parecer quase mágica para quem vê de fora. Em alguns casos, a volta acontece com fluidez, segurança e performance. Em outros, o processo trava, arrasta e frustra. A diferença não está apenas na cirurgia ou na fisioterapia. Está na forma como o tratamento é conduzido, no controle de risco, na individualização e na leitura correta de cada fase da recuperação. O que diferencia uma recuperação de alto nível? No atleta, o objetivo do tratamento não é apenas melhorar a dor. O foco real precisa ser retornar a função e entregar performance com segurança. Isso muda tudo. Porque um atleta não se recupera só para “voltar a andar bem” ou “parar de sentir incômodo”. Ele precisa recuperar força, qualidade de movimento, simetria e confiança para voltar ao esporte no mesmo nível — ou o mais próximo possível dele. A recuperação bem conduzida passa por três metas centrais: Controlar o risco na reabilitação Recuperar a função Entregar performance E isso acontece por fases, não por improviso. Na fase inicial do pós-operatório, o foco é: controle da dor boa cicatrização movimento precoce, porém controlado respeito ao limite do paciente e da lesão Depois, a prioridade passa a ser: recuperar força melhorar a qualidade do movimento ganhar potência restaurar simetria Por fim, a etapa final busca o retorno ao esporte com a performance anterior. O tratamento mais seguro e eficiente para o atleta se apoia em três pilares fundamentais. 1. Diagnóstico pelo esporte e pela demanda Cada paciente tem uma exigência diferente. Não basta olhar apenas a lesão. É preciso entender: qual esporte o paciente pratica qual é a demanda funcional qual é o calendário competitivo se existe urgência para uma partida ou competição importante se a cirurgia pode ou não ser postergada Esse olhar individualizado muda a estratégia e evita decisões genéricas. 2. Progressão por critérios, não por calendário Esse é um dos maiores erros na recuperação. Muita gente acredita que basta esperar “um mês”, “dois meses” ou “o tempo do protocolo” para avançar. Mas a melhor conduta não é guiada apenas pelo relógio. Ela deve ser guiada por critérios objetivos, como: força simetria padrão de movimento segurança funcional É isso que dá base para uma decisão mais precisa sobre o que o paciente já pode ou ainda não pode fazer. 3. Equipe integrada A recuperação de um atleta precisa ser construída em conjunto. ortopedista médico do esporte fisioterapeuta preparador físico Quando todos trabalham alinhados, o processo flui melhor. Mas se um acelera e outro freia, quem sofre é o atleta, que fica perdido no meio do caminho. Na prática, o que mais faz diferença é a individualização. O mesmo tipo de cirurgia não evolui da mesma forma em todos os pacientes. A resposta do corpo, a demanda esportiva, o momento da temporada e os objetivos do atleta influenciam diretamente a estratégia. No consultório, a avaliação precisa ir além da dor e da imagem. É necessário observar: como está a força como está a simetria como o movimento está sendo executado se o tecido já está pronto para a próxima etapa se o paciente está respeitando a lógica da reabilitação A experiência mostra que muitos erros acontecem quando o atleta tenta antecipar etapas só porque “não está doendo”. Mas a ausência de dor não significa cicatrização completa. Também não significa que tendão, ligamento, osso ou outra estrutura já estejam preparados para suportar a carga exigida. Outro ponto importante é entender que a fisioterapia não encerra a reabilitação. Depois da fisioterapia, ainda existe uma fase decisiva de transição para: academia treino funcional gestos esportivos específicos preparo físico direcionado ao esporte Essa etapa é essencial para que o retorno seja realmente seguro e funcional. Alguns mitos atrasam muito o processo: achar que, se não dói, já pode fazer tudo acreditar que a reabilitação termina quando a fisioterapia acaba deixar o exame de imagem decidir sozinho a conduta comparar sua recuperação com a de outra pessoa seguir apenas um protocolo rígido, sem avaliação clínica Em especial, confiar apenas na dor é um erro frequente. A dor ajuda a orientar, mas não deve ser o único guia para decidir o que o paciente pode fazer. A regra de ouro da recuperação do atleta é simples: voltar com segurança é mais importante do que voltar rápido demais. Recuperar bem exige diagnóstico pelo esporte, progressão por critérios e equipe integrada. Sem isso, o atleta corre mais risco de travar a evolução, atrasar o retorno e até comprometer o resultado da cirurgia. Quando a reabilitação é feita com método, cada fase tem um objetivo claro. E é justamente essa organização que permite sair da dor, recuperar função e voltar à performance com mais segurança. Se você está em recuperação ou quer entender melhor como voltar ao esporte com segurança, procure avaliação especializada. E se este conteúdo fez sentido para você, compartilhe com alguém que também precisa entender que recuperação de atleta não é por calendário, e sim por critérios. Dr. Airthon Correia – CRM SP 178868 | RQE 80268 | TEOT 16584