Qual o verdadeiro efeito da joelheira para quem tem artrose? A ciência responde!

https://www.youtube.com/watch?v=eBaatCSg9PU Se você sofre com artrose no joelho, provavelmente já ouviu conselhos conflitantes sobre o uso de joelheiras. De um lado, amigos e familiares recomendam: “Compra uma joelheira, alivia muito!”. Do outro, alguns profissionais alertam: “Não use, isso vai deixar a sua musculatura preguiçosa”. Afinal, em quem acreditar?  A joelheira protege a cartilagem? Ela realmente alivia a dor ou é apenas um efeito psicológico (placebo)? Até mesmo as diretrizes médicas internacionais apresentavam certas divergências sobre o tema. Para colocar um ponto final nessa dúvida, cientistas realizaram um estudo recente e gigantesco chamado PROP OA (Provision of knee bracing for knee osteoarthritis). Neste artigo, vamos detalhar o que a ciência descobriu sobre o verdadeiro impacto da joelheira na artrose e te dar o veredito: ela é sua aliada ou inimiga no tratamento? A polêmica: Por que há tanta dúvida sobre a joelheira? A lógica de quem defende o uso da órtese (joelheira) é simples e intuitiva: se o joelho está instável, fraco e dolorido, colocar um suporte externo confere firmeza, descarrega parte da pressão articular e alivia a dor ao pisar. Em contrapartida, o grande medo de muitos especialistas é o uso excessivo. O receio é que, ao depender de um suporte externo o tempo todo, a musculatura da coxa e da perna relaxe, sofra atrofia (perda de massa) e, no longo prazo, deixe o joelho ainda mais desprotegido e vulnerável à progressão da doença. O Estudo PROP OA: Exercício puro vs. Exercício + Joelheira Para medir esse impacto de forma exata, pesquisadores acompanharam 466 adultos com mais de 45 anos, todos com sintomas de artrose no joelho. Eles foram divididos em dois grupos: Grupo Padrão Ouro (Controle): Recebeu uma consulta com fisioterapeuta, educação detalhada sobre a doença e um programa de exercícios focado em fortalecimento para ser feito em casa. Grupo Joelheira (Intervenção): Recebeu exatamente a mesma orientação e o programa de exercícios, mas com um adicional: o uso de uma joelheira específica para o seu tipo de artrose, acompanhada de mensagens de incentivo para manter o uso diário. O objetivo era claro: descobrir se adicionar a joelheira ao exercício físico traz alguma vantagem real na redução da dor e na melhora da função do joelho em um prazo de 6 a 12 meses. Os Resultados: O que mudou de verdade? Aos 6 meses de acompanhamento, o veredito dos dados foi favorável ao uso do acessório: O grupo que utilizou a joelheira relatou melhores resultados, com alívio  na dor (especialmente ao colocar o peso do corpo no chão) e melhora na capacidade de realizar as atividades do dia a dia. Além disso, a segurança foi confirmada: os efeitos colaterais foram super leves, limitando-se a irritações na pele pelo suor ou atrito (cerca de 20% dos casos). No entanto, a ciência exige honestidade sobre o tamanho desse benefício. O estudo mostrou que, embora a melhora exista, o efeito é pequeno. A joelheira não foi a salvação milagrosa da cartilagem. Outro detalhe importante: aos 3 e 6 meses, a órtese ajudou . Porém, aos 12 meses, o benefício extra praticamente desapareceu. O motivo principal? Com o passar do tempo, os pacientes simplesmente cansaram de usar o acessório diariamente devido ao calor ou desconforto. Afinal, a joelheira é Aliada ou Inimiga? A resposta é: depende de como você a utiliza. Quando ela é sua ALIADA: A joelheira é uma ferramenta fantástica de transição. Se você tem tanta dor que não consegue nem começar a fazer seus exercícios, a órtese fornece a segurança, a estabilidade e o alívio (mesmo que modesto) necessários para você sair do sedentarismo e iniciar a fisioterapia ou a academia. Ela não substitui o músculo, mas ajuda você a conseguir treinar o seu músculo. Quando ela vira INIMIGA: Ela se torna um problema se você a usar como uma muleta definitiva. Achar que colocar a joelheira resolve a artrose e, por isso, negligenciar o fortalecimento muscular é um erro grave. Como o estudo provou, o efeito analgésico do acessório diminui com o tempo. Conclusão: A Regra de Ouro Adicionar uma joelheira ao seu tratamento pode trazer um benefício importante de forma segura e acessível. Mas não se engane: o coração do tratamento da artrose sempre será a orientação médica, a perda de peso (quando indicada) e o fortalecimento muscular. Pense na joelheira como o cinto de segurança que te permite dirigir com mais tranquilidade o “carro” do seu tratamento (o exercício físico). Use-a para ganhar confiança, movimentar-se com menos dor e construir, dia após dia, a sua própria “joelheira biológica”: a sua massa muscular. Gostou deste artigo? Compartilhe com quem também sofre com dores no joelho e precisa saber como usar a joelheira do jeito certo! Se tiver dúvidas, deixe nos comentários ou agende uma avaliação. Dr. Airthon Correia – CRM SP 178868 | RQE 80268 | TEOT 16584

Ozempic e Mounjaro: A Verdade Sobre o Reganho de Peso (Alerta Médico)! Como Evitar o Efeito Rebote

Muita gente consegue emagrecer com o uso de medicações como Ozempic, Victoza e Mounjaro, mas fica com a mesma dúvida: o que acontece quando o tratamento é interrompido?A resposta, segundo o que vemos na prática e na literatura científica, é que o reganho de peso é comum — e, em muitos casos, acontece mais rápido do que a pessoa imagina. Isso é importante porque não se trata apenas de “voltar alguns quilos”. Em muitos pacientes, o peso retorna junto com a piora de marcadores metabólicos, como glicemia e colesterol. Por isso, entender esse processo é fundamental para quem trata obesidade com seriedade. Por que o peso volta depois que a medicação é suspensa? A obesidade continua sendo um dos grandes desafios de saúde do nosso tempo. Além do impacto estético, ela se relaciona com morbidades importantes, maior risco cardiovascular e até morte precoce. O ponto central é que essas medicações ajudam a emagrecer, mas não eliminam a tendência biológica do corpo a recuperar o peso perdido. Quando a pessoa para o remédio, o organismo entra em um processo de compensação fisiológica. Em termos práticos: a fome tende a aumentar; o gasto energético basal pode cair; o corpo tenta “defender” o peso anterior; sem uma estratégia de manutenção, o reganho acontece. A revisão científica citada no vídeo acompanhou mais de nove mil pacientes e mostrou que, após a interrupção da medicação, o peso volta progressivamente. Em muitos casos, em cerca de um ano e meio, o paciente já havia recuperado praticamente tudo o que havia perdido. A solução / O tratamento O dado mais importante desse estudo não é apenas que existe reganho de peso. É que o efeito rebote faz parte do processo quando a abordagem é curta, isolada e sem estratégia de continuidade. Isso vale tanto para quem usa medicação quanto para quem emagrece apenas com mudança de estilo de vida. A diferença é que: quem usa medicação costuma perder mais peso no início; porém, ao parar, pode ter reganho mais rápido e mais intenso; quem emagrece só com atividade física e ajuste alimentar também pode recuperar peso, mas geralmente de forma mais lenta. Em resumo, o tratamento da obesidade precisa considerar três pilares: o período de uso da medicação; a transição para a fase sem remédio; a manutenção de estilo de vida ativo e sustentável. O erro mais comum é imaginar que o remédio resolverá tudo sozinho. Ele pode ser uma ferramenta muito útil, mas o resultado duradouro depende de estratégia. A Visão Prática do Consultório Na prática, o que faz diferença não é apenas perder peso. É evitar que o paciente entre no ciclo de perde e recupera peso. É por isso que, no consultório, o tratamento precisa ser planejado de forma individualizada. Não basta prescrever e esperar. É preciso pensar no que vai acontecer depois da medicação. O que costuma funcionar melhor: alinhar expectativas desde o início; associar medicação com mudança real de estilo de vida; aumentar o gasto calórico com exercício de forma progressiva; preparar a estratégia para a fase de manutenção; acompanhar o paciente mesmo depois da perda inicial. Essa visão é essencial porque não existe tratamento efetivo se o paciente perde 10 ou 15 kg em poucos meses e depois recupera tudo em pouco tempo. Obesidade não é uma corrida de 100 metros. É uma maratona. E essa lógica vale ainda mais porque o próprio estudo mostrou que o reganho não afeta apenas o peso. Quando a pessoa volta a engordar, também pode perder parte dos benefícios metabólicos conquistados, como melhora da glicemia, do colesterol e da hemoglobina glicada. Conclusão e Próximos Passos O principal recado é simples: medicações para emagrecer funcionam, mas o efeito não costuma se manter sozinho após a suspensão. O organismo reage, a fome aumenta, o metabolismo se adapta e o peso tende a voltar se não houver um plano de manutenção. Por isso, o melhor resultado não é o emagrecimento rápido. É o emagrecimento que permanece. E isso exige acompanhamento médico, estratégia de longo prazo e integração entre medicação, exercício e hábitos sustentáveis. Se você já usou medicação para emagrecer ou está pensando em iniciar esse tratamento, o passo mais importante é não focar apenas na perda de peso inicial.Busque uma avaliação especializada para montar uma estratégia que reduza o efeito rebote e proteja sua saúde a longo prazo. Dr. Airthon Correia – CRM SP 178868 | RQE 80268 | TEOT 16584

Recuperação de atleta não é por calendário: entenda o que realmente funciona.

Descubra como a recuperação de atleta deve ser feita com critérios, segurança e equipe integrada para voltar à performance. A recuperação de um atleta, principalmente no pós-operatório, pode parecer quase mágica para quem vê de fora. Em alguns casos, a volta acontece com fluidez, segurança e performance. Em outros, o processo trava, arrasta e frustra. A diferença não está apenas na cirurgia ou na fisioterapia. Está na forma como o tratamento é conduzido, no controle de risco, na individualização e na leitura correta de cada fase da recuperação. O que diferencia uma recuperação de alto nível? No atleta, o objetivo do tratamento não é apenas melhorar a dor. O foco real precisa ser retornar a função e entregar performance com segurança. Isso muda tudo. Porque um atleta não se recupera só para “voltar a andar bem” ou “parar de sentir incômodo”. Ele precisa recuperar força, qualidade de movimento, simetria e confiança para voltar ao esporte no mesmo nível — ou o mais próximo possível dele. A recuperação bem conduzida passa por três metas centrais: Controlar o risco na reabilitação Recuperar a função Entregar performance E isso acontece por fases, não por improviso. Na fase inicial do pós-operatório, o foco é: controle da dor boa cicatrização movimento precoce, porém controlado respeito ao limite do paciente e da lesão Depois, a prioridade passa a ser: recuperar força melhorar a qualidade do movimento ganhar potência restaurar simetria Por fim, a etapa final busca o retorno ao esporte com a performance anterior. O tratamento mais seguro e eficiente para o atleta se apoia em três pilares fundamentais. 1. Diagnóstico pelo esporte e pela demanda Cada paciente tem uma exigência diferente. Não basta olhar apenas a lesão. É preciso entender: qual esporte o paciente pratica qual é a demanda funcional qual é o calendário competitivo se existe urgência para uma partida ou competição importante se a cirurgia pode ou não ser postergada Esse olhar individualizado muda a estratégia e evita decisões genéricas. 2. Progressão por critérios, não por calendário Esse é um dos maiores erros na recuperação. Muita gente acredita que basta esperar “um mês”, “dois meses” ou “o tempo do protocolo” para avançar. Mas a melhor conduta não é guiada apenas pelo relógio. Ela deve ser guiada por critérios objetivos, como: força simetria padrão de movimento segurança funcional É isso que dá base para uma decisão mais precisa sobre o que o paciente já pode ou ainda não pode fazer. 3. Equipe integrada A recuperação de um atleta precisa ser construída em conjunto. ortopedista médico do esporte fisioterapeuta preparador físico Quando todos trabalham alinhados, o processo flui melhor. Mas se um acelera e outro freia, quem sofre é o atleta, que fica perdido no meio do caminho. Na prática, o que mais faz diferença é a individualização. O mesmo tipo de cirurgia não evolui da mesma forma em todos os pacientes. A resposta do corpo, a demanda esportiva, o momento da temporada e os objetivos do atleta influenciam diretamente a estratégia. No consultório, a avaliação precisa ir além da dor e da imagem. É necessário observar: como está a força como está a simetria como o movimento está sendo executado se o tecido já está pronto para a próxima etapa se o paciente está respeitando a lógica da reabilitação A experiência mostra que muitos erros acontecem quando o atleta tenta antecipar etapas só porque “não está doendo”. Mas a ausência de dor não significa cicatrização completa. Também não significa que tendão, ligamento, osso ou outra estrutura já estejam preparados para suportar a carga exigida. Outro ponto importante é entender que a fisioterapia não encerra a reabilitação. Depois da fisioterapia, ainda existe uma fase decisiva de transição para: academia treino funcional gestos esportivos específicos preparo físico direcionado ao esporte Essa etapa é essencial para que o retorno seja realmente seguro e funcional. Alguns mitos atrasam muito o processo: achar que, se não dói, já pode fazer tudo acreditar que a reabilitação termina quando a fisioterapia acaba deixar o exame de imagem decidir sozinho a conduta comparar sua recuperação com a de outra pessoa seguir apenas um protocolo rígido, sem avaliação clínica Em especial, confiar apenas na dor é um erro frequente. A dor ajuda a orientar, mas não deve ser o único guia para decidir o que o paciente pode fazer. A regra de ouro da recuperação do atleta é simples: voltar com segurança é mais importante do que voltar rápido demais. Recuperar bem exige diagnóstico pelo esporte, progressão por critérios e equipe integrada. Sem isso, o atleta corre mais risco de travar a evolução, atrasar o retorno e até comprometer o resultado da cirurgia. Quando a reabilitação é feita com método, cada fase tem um objetivo claro. E é justamente essa organização que permite sair da dor, recuperar função e voltar à performance com mais segurança. Se você está em recuperação ou quer entender melhor como voltar ao esporte com segurança, procure avaliação especializada. E se este conteúdo fez sentido para você, compartilhe com alguém que também precisa entender que recuperação de atleta não é por calendário, e sim por critérios. Dr. Airthon Correia – CRM SP 178868 | RQE 80268 | TEOT 16584