Como ter uma recuperação de alta performance (mesmo não sendo um atleta profissional

“Doutor, quanto tempo falta para eu voltar a treinar?” ou “Como eu faço para ter um resultado de atleta?”.  Se você já se lesionou, provavelmente fez uma dessas perguntas. A verdade nua e crua é que não dá para pular etapas. No consultório, vejo pessoas comuns tentando se recuperar como amadores, enquanto buscam resultados de profissionais. A diferença entre o sucesso e a frustração está em um detalhe: o que guia o seu tratamento. O Erro da Recuperação Amadora: A Armadilha da Dor maioria das pessoas guia sua melhora por dois fatores perigosos: a ausência de dor e o calendário. O raciocínio amador é: “Já faz 30 dias e não dói mais, então estou curado”. Isso é uma receita para o desastre. Enquanto a pessoa comum quer apenas “parar de sentir dor”, o atleta precisa “voltar à performance”. Para o atleta, não sentir dor é apenas o primeiro degrau de uma escada longa. Se você quer um resultado definitivo, precisa parar de olhar para o relógio e começar a olhar para a sua função. A Tríade do Sucesso: Você não está sozinho Para alcançar a alta performance, a estrutura do tratamento precisa ser um triângulo dinâmico e inquebrável: O Médico: Que traça a estratégia e monitora a biologia. A Reabilitação: Fisioterapia e fortalecimento guiados. VOCÊ: O pilar que brilha. Sem a sua execução e disciplina, a equipe não avança. Os 5 Pilares para o Resultado de Alta Performance Para transformar sua recuperação, você precisa aplicar estes conceitos: 1. Critério x Calendário: O tempo de cicatrização é apenas uma referência. O que decide se você avança de fase são os critérios funcionais (força, mobilidade e equilíbrio), não quantos dias passaram no calendário. 2. Carga é Remédio: Na ortopedia moderna, o repouso absoluto é raramente a solução. A carga controlada estimula a cura, mas a dose é fundamental. Carga de menos não estimula; carga demais lesiona novamente. 3. Constância x Intensidade: Não adianta treinar intensamente um dia e sumir da fisioterapia por três. O corpo responde à sinalização frequente e constante. 4. Monitoramento de Sinais de Alerta: Aprender a ler o que o seu corpo diz durante e após o estímulo. 5. Respeito à Individualidade: O que funcionou para o seu colega de treino pode não servir para o seu grau de lesão. A Visão Prática: O que vejo no consultório No meu dia a dia como médico do esporte e ortopedista, percebo que o paciente que mais sofre com recidivas é aquele que “se dá alta” precocemente. No consultório, nós não trabalhamos com datas mágicas. Muitas vezes, o tendão ou o músculo já não dói, mas ele ainda está “desfiado” ou fraco, como um amortecedor vencido. A nossa equipe foca em testes de força e qualidade de movimento. Só liberamos para o próximo nível quando o paciente prova, através de critérios técnicos, que o corpo suporta a demanda. É essa visão profissional que protege sua articulação a longo prazo. Sinais de Perigo (Red Flags) Fique atento! Sua recuperação está em risco se você estiver: Avaliar sua melhora apenas pelo calendário. Se guiar exclusivamente pela dor (ela engana!). Tentar copiar o protocolo de outra pessoa. Conclusão e Próximos Passos A “Regra de Ouro” é simples: Recuperação profissional é guiada por critérios, não por datas. Se você quer voltar ao seu esporte ou à sua rotina sem medo de se lesionar novamente, mude sua mentalidade. Pare de contar os dias e comece a contar as suas conquistas funcionais. Você sente que sua recuperação travou ou tem medo de voltar a treinar e se machucar de novo? Agende uma consulta com a nossa equipe especializada. Vamos traçar um plano baseado em critérios reais para você alcançar o seu resultado de atleta.Dr. Airthon Correia – CRM SP 178868 | RQE 80268 | TEOT 16584

Dor crônica no cotovelo? O poder da combinação entre Ondas de Choque e PRP

Se você sente uma dor insistente e limitante na lateral do cotovelo, que piora ao tentar segurar um objeto pesado, torcer um pano ou até mesmo cumprimentar alguém com um aperto de mão, você provavelmente está enfrentando a Epicondilite Lateral. Popularmente conhecida como “cotovelo de tenista”, essa condição não afeta apenas atletas, mas qualquer pessoa que realize movimentos repetitivos com os braços e punhos — incluindo trabalhadores de escritório e praticantes de beach tennis. O maior problema da epicondilite é a sua teimosia. Muitos pacientes tentam repouso, gelo, dezenas de sessões de fisioterapia convencional e anti-inflamatórios, mas a dor persiste por meses. Por que isso acontece? E o que a ciência moderna oferece de novo? É o que vamos responder agora. Por que a epicondilite é tão difícil de curar? A epicondilite lateral é uma tendinopatia. Ela ocorre devido à degeneração e microlesões no tendão extensor comum, estrutura responsável por esticar o punho e os dedos. O grande gargalo da recuperação é que essa região possui uma vascularização muito pobre. Quando ocorrem as microlesões, o corpo tem dificuldade de enviar um fluxo sanguíneo adequado carregado de nutrientes e células de cicatrização para reparar o tendão. É por isso que os tratamentos passivos costumam falhar. Para resolver isso, a medicina regenerativa propõe técnicas que ativam a biologia do próprio corpo, como a Terapia por Ondas de Choque (ESWT) e o Plasma Rico em Plaquetas (PRP). Mas o que acontece se combinarmos essas duas potências? O Estudo: O “Combo Regenerativo” na prática Um estudo clínico prospectivo e randomizado decidiu investigar a eficácia dessa união. Os pesquisadores selecionaram 91 pacientes que sofriam com epicondilite há mais de 3 meses e os dividiram em grupos para comparar diferentes estratégias. O grupo principal (o “Combo Completo”) recebeu o tratamento com três pilares: Terapia por Ondas de Choque (ESWT): Aplicação de ondas acústicas de alta energia que causam microtraumas controlados, estimulando a vascularização local. Plasma Rico em Plaquetas (PRP): Injeção guiada por ultrassom do plasma concentrado do próprio paciente, rico em fatores de crescimento que aceleram a regeneração tecidual. Exercícios Terapêuticos: Um programa domiciliar de alongamentos e exercícios excêntricos. Os Resultados: Vale a pena combinar tratamentos? Os resultados após 12 semanas de acompanhamento foram contundentes a favor da combinação (Ondas de Choque + PRP + Exercícios): Redução brutal da dor: O grupo que recebeu o tratamento combinado apresentou uma melhora significativamente maior na dor durante as atividades diárias e à noite, superando os grupos que fizeram os tratamentos de forma isolada ou com placebo. Recuperação da força: Uma das maiores queixas da epicondilite é a perda da força de preensão (apertar a mão). Os pacientes do PRP recuperaram essa força muito mais rápido. Qualidade de Vida: Houve uma melhora drástica na função do braço e nos escores gerais de qualidade de vida. Um detalhe curioso sobre os exames: Os exames de ultrassom mostraram que a espessura e a qualidade do tendão melhoraram em todos os grupos que fizeram exercício. No entanto, a sensação de dor e o ganho de força foram muito superiores em quem utilizou o PRP associado às Ondas de Choque. Isso nos lembra uma regra de ouro da ortopedia: a melhora clínica do paciente (fim da dor e retorno da força) acontece antes do exame de imagem ficar perfeito. A regra de ouro: O papel dos exercícios É fundamental notar que, no estudo, todos os grupos realizaram exercícios terapêuticos. As terapias regenerativas (PRP e Ondas de Choque) são excepcionais para “preparar o terreno”, criando um ambiente biológico altamente favorável para a cicatrização. Porém, são os exercícios excêntricos que vão tensionar esse novo tecido de forma controlada, moldando as fibras de colágeno para que o tendão volte a ser forte e resistente a cargas. Não existe tratamento mágico e totalmente passivo. O sucesso depende da união entre o estímulo biológico moderno e a reabilitação mecânica ativa. Conclusão A combinação de Terapia por Ondas de Choque, PRP e Exercícios demonstrou ser uma abordagem altamente eficaz, promissora e segura para o manejo da epicondilite lateral, especialmente nos casos refratários, onde o tratamento convencional falhou. Se você está lutando contra a dor no cotovelo e sente que estagnou na recuperação, saiba que a medicina regenerativa oferece ferramentas poderosas para devolver sua qualidade de vida. Consulte um especialista para avaliar se esse “combo regenerativo” é o ideal para o seu caso! Gostou deste artigo? Compartilhe com aquele colega que não aguenta mais reclamar de dor no braço durante o trabalho ou nos esportes! Se tiver dúvidas sobre as terapias regenerativas, deixe um comentário ou agende uma avaliação médica. Dr. Airthon Correia – CRM SP 178868 | RQE 80268 | TEOT 16584

Artrose no Joelho: o melhor exercício para reduzir a dor e ganhar qualidade de vida

 Conviver com artrose no joelho não é apenas lidar com dor. É sentir dificuldade para andar, subir escadas, fazer tarefas simples e manter a qualidade de vida. A boa notícia é que o exercício físico continua sendo uma das bases mais importantes do tratamento. Mas surge a dúvida que quase todo paciente faz: qual exercício realmente ajuda mais? O que traz melhora não só agora, mas também no longo prazo? A resposta passa por entender o que a ciência mostra — e como aplicar isso na prática. O que é a artrose no joelho e por que ela limita tanto? A artrose do joelho é uma condição degenerativa e progressiva da articulação. Com o envelhecimento da população, ela se torna cada vez mais comum e afeta milhões de pessoas em todo o mundo. O problema não é apenas a dor. A artrose pode causar: Perda de mobilidade Redução da força Dificuldade para atividades do dia a dia Rigidez articular Piora da qualidade de vida Em termos práticos, o joelho vai deixando de funcionar como deveria. E quando a articulação perde movimento, força e estabilidade, toda a rotina do paciente sofre junto. O objetivo do tratamento com exercício é justamente tentar melhorar: a força muscular a mobilidade a flexibilidade a lubrificação da articulação o controle neuromotor O que a ciência mostra sobre o melhor exercício? O estudo citado no vídeo analisou uma grande quantidade de pesquisas e reuniu mais de 15 mil pacientes, com trabalhos publicados entre 1990 e 2024. A conclusão foi clara: todos os tipos de exercício ajudam, mas o exercício aeróbico se destacou como o mais consistente para artrose no joelho, com benefício em curto, médio e longo prazo. Além dele, outras modalidades também mostraram resultados importantes: Exercícios aeróbicos: melhor efeito geral e mais consistenteExercícios mente-corpo, como Pilates e Tai Chi: bons resultados para bem-estar, especialmente no curto e médio prazo Treinamento de força: melhora da estabilidade do joelho e da dor Treinos neuromotores: efeito positivo na marcha e no controle do movimento Ou seja, não existe uma fórmula única para todo mundo. Mas a mensagem principal é forte: o exercício aeróbico deve entrar como base do tratamento. A solução: como usar o exercício da forma certaO ponto central não é apenas “fazer exercício”. É usar o exercício certo, na dose certa, para o paciente certo. Na prática, isso significa: Começar cedo: quanto antes o tratamento começa, melhores tendem a ser os resultados Manter regularidade: constância importa mais do que intensidade exageradaEscolher a estratégia de acordo com a limitação principalAssociar modalidades quando necessárioAjustar o plano à rotina do paciente O estudo também reforça uma ideia importante: a artrose não melhora com improviso. O exercício precisa ser organizado, progressivo e individualizado. A Visão Prática do Consultório O que se vê no consultório é que cada paciente chega com uma realidade diferente.Alguns têm mais dor. Outros têm mais rigidez. Outros reclamam principalmente de perda de força, insegurança para andar ou piora funcional. Por isso, o tratamento não pode ser genérico. Na prática, o melhor resultado costuma vir quando há:avaliação individualizadareabilitação bem orientadacombinação inteligente de exercícios ajuste da carga ao longo do tempo acompanhamento profissional A lógica é simples: não basta se movimentar; é preciso se reabilitar com objetivo. O exercício aeróbico pode ser o carro-chefe, mas em muitos casos o paciente também vai se beneficiar de treino de força, exercícios neuromotores ou práticas como Pilates, dependendo da queixa principal e da fase da doença. Conclusão e Próximos Passos A principal lição deste estudo é que exercício físico é tratamento, e não apenas uma recomendação genérica. Entre as modalidades analisadas, o exercício aeróbico apareceu como a melhor estratégia geral para artrose no joelho, mas isso não significa abandonar outras abordagens. O ideal é combinar o que traz mais benefício para a função que está mais comprometida. A regra de ouro é esta: quanto mais cedo, mais regular e mais bem orientado for o tratamento, melhores serão os resultados. Esperar a piora acontecer só reduz as chances de melhora. Em casos avançados, a artrose pode evoluir a ponto de exigir procedimentos maiores, como a prótese.   Se você sofre com artrose no joelho e quer entender qual exercício faz mais sentido para o seu caso, procure avaliação especializada. Agende uma consulta e receba um plano de tratamento ajustado à sua dor, à sua função e à sua rotina. Se este conteúdo ajudou você, compartilhe com alguém que também convive com artrose. Dr. Airthon Correia – CRM SP 178868 | RQE 80268 | TEOT 16584

Treino em Jejum e Hipertrofia:  O que a ciência mostra sobre força e desempenho

 Introdução Treinar cedo e sem conseguir comer antes é a realidade de muita gente. E daí vem a dúvida que aparece o tempo todo no consultório: treinar em jejum atrapalha a hipertrofia, a força e a performance? >/p> A boa notícia é que um estudo recente ajuda a esclarecer essa preocupação. E a resposta, quando a alimentação do dia está bem ajustada, é bem mais tranquilizadora do que muita gente imagina. Treino em Jejum realmente piora os resultados? Essa discussão existe há bastante tempo, principalmente porque estudos mais antigos sugeriam pior desempenho em quem treinava sem comer. Mas havia um problema importante: muitos desses trabalhos tinham metodologia fraca, com grupos muito diferentes entre si. Em alguns casos, os participantes faziam jejuns muito prolongados, como no Ramadã, e nem sempre havia controle adequado de fatores decisivos, como: quantidade total de calorias ingestão de proteína tipo de treino realizado tempo real de jejum Quando essas variáveis não são controladas, fica difícil saber se o problema era realmente o jejum ou se o resultado vinha de outros fatores da rotina alimentar. O estudo novo analisado no vídeo mudou justamente esse ponto. Ele comparou dois grupos: um grupo que fazia refeição 1 a 2 horas antes do treino outro grupo que treinava com até 10 horas de jejum O detalhe mais importante é que os dois grupos receberam a mesma quantidade de calorias e proteína ao longo do dia, além de seguirem treinos muito parecidos e monitorados. Ou seja: a comparação ficou mais justa. A Solução / O Tratamento O resultado foi surpreendente para muita gente: não houve diferença em força nem em hipertrofia entre os grupos após meses de acompanhamento. Em outras palavras, o jejum antes do treino não teve impacto negativo, desde que o restante da alimentação estivesse bem organizado. Os pontos centrais dessa conclusão foram: calorias totais adequadas ao longo do dia proteína suficiente nas refeições treino bem estruturado constância na rotina de alimentação e exercício O vídeo também reforça uma ideia importante: a refeição pré-treino com carboidrato parece ter mais relevância em treinos longos. Quando o treino não é prolongado, e o dia está bem alimentado, o impacto de não comer antes tende a ser pequeno ou irrelevante. A Visão Prática do Consultório Na prática, isso ajuda muito o paciente que treina às 6 da manhã e simplesmente não consegue comer antes. Nem sempre a logística da vida permite o cenário “ideal”, e isso não pode virar desculpa para achar que o resultado está perdido. O que vejo no consultório é que o erro mais comum não é treinar em jejum. O erro é: comer mal no restante do dia não bater proteína suficiente errar o volume total de alimentação achar que uma única refeição define o resultado inteiro O corpo responde ao conjunto da estratégia, não a um único detalhe isolado. Por isso, quando a rotina está bem planejada, o jejum não precisa ser um vilão. Conclusão e Próximos Passos A regra de ouro aqui é simples: o resultado do treino depende mais do que você faz ao longo do dia do que apenas do que come antes da musculação. Se você treina cedo e não consegue se alimentar antes, isso não significa automaticamente pior hipertrofia ou perda de força. O mais importante é garantir alimentação adequada, proteína suficiente e treino bem conduzido. Para quem busca performance, o foco deve sair do medo do jejum e ir para a qualidade do planejamento como um todo. Se você também treina em jejum ou já teve dúvida sobre isso, deixe seu comentário com a sua experiência. E, se quiser entender como ajustar sua alimentação e seus treinos para buscar resultado real, procure orientação especializada. Dr. Airthon Correia CRM SP 178868 | RQE 80268 | TEOT 16584