Ozempic e Mounjaro: A Verdade Sobre o Reganho de Peso (Alerta Médico)! Como Evitar o Efeito Rebote

Muita gente consegue emagrecer com o uso de medicações como Ozempic, Victoza e Mounjaro, mas fica com a mesma dúvida: o que acontece quando o tratamento é interrompido?
A resposta, segundo o que vemos na prática e na literatura científica, é que o reganho de peso é comum — e, em muitos casos, acontece mais rápido do que a pessoa imagina.

Isso é importante porque não se trata apenas de “voltar alguns quilos”. Em muitos pacientes, o peso retorna junto com a piora de marcadores metabólicos, como glicemia e colesterol. Por isso, entender esse processo é fundamental para quem trata obesidade com seriedade.

Por que o peso volta depois que a medicação é suspensa?

A obesidade continua sendo um dos grandes desafios de saúde do nosso tempo. Além do impacto estético, ela se relaciona com morbidades importantes, maior risco cardiovascular e até morte precoce.

O ponto central é que essas medicações ajudam a emagrecer, mas não eliminam a tendência biológica do corpo a recuperar o peso perdido.

Quando a pessoa para o remédio, o organismo entra em um processo de compensação fisiológica. Em termos práticos:

  • a fome tende a aumentar;
  • o gasto energético basal pode cair;
  • o corpo tenta “defender” o peso anterior;
  • sem uma estratégia de manutenção, o reganho acontece.

A revisão científica citada no vídeo acompanhou mais de nove mil pacientes e mostrou que, após a interrupção da medicação, o peso volta progressivamente. Em muitos casos, em cerca de um ano e meio, o paciente já havia recuperado praticamente tudo o que havia perdido.

A solução / O tratamento

O dado mais importante desse estudo não é apenas que existe reganho de peso. É que o efeito rebote faz parte do processo quando a abordagem é curta, isolada e sem estratégia de continuidade.

Isso vale tanto para quem usa medicação quanto para quem emagrece apenas com mudança de estilo de vida. A diferença é que:

  • quem usa medicação costuma perder mais peso no início;
  • porém, ao parar, pode ter reganho mais rápido e mais intenso;
  • quem emagrece só com atividade física e ajuste alimentar também pode recuperar peso, mas geralmente de forma mais lenta.

Em resumo, o tratamento da obesidade precisa considerar três pilares:

  • o período de uso da medicação;
  • a transição para a fase sem remédio;
  • a manutenção de estilo de vida ativo e sustentável.

O erro mais comum é imaginar que o remédio resolverá tudo sozinho. Ele pode ser uma ferramenta muito útil, mas o resultado duradouro depende de estratégia.

A Visão Prática do Consultório

Na prática, o que faz diferença não é apenas perder peso. É evitar que o paciente entre no ciclo de perde e recupera peso.

É por isso que, no consultório, o tratamento precisa ser planejado de forma individualizada. Não basta prescrever e esperar. É preciso pensar no que vai acontecer depois da medicação.

O que costuma funcionar melhor:

  • alinhar expectativas desde o início;
  • associar medicação com mudança real de estilo de vida;
  • aumentar o gasto calórico com exercício de forma progressiva;
  • preparar a estratégia para a fase de manutenção;
  • acompanhar o paciente mesmo depois da perda inicial.

Essa visão é essencial porque não existe tratamento efetivo se o paciente perde 10 ou 15 kg em poucos meses e depois recupera tudo em pouco tempo. Obesidade não é uma corrida de 100 metros. É uma maratona.

E essa lógica vale ainda mais porque o próprio estudo mostrou que o reganho não afeta apenas o peso. Quando a pessoa volta a engordar, também pode perder parte dos benefícios metabólicos conquistados, como melhora da glicemia, do colesterol e da hemoglobina glicada.

Conclusão e Próximos Passos

O principal recado é simples: medicações para emagrecer funcionam, mas o efeito não costuma se manter sozinho após a suspensão. O organismo reage, a fome aumenta, o metabolismo se adapta e o peso tende a voltar se não houver um plano de manutenção.

Por isso, o melhor resultado não é o emagrecimento rápido. É o emagrecimento que permanece. E isso exige acompanhamento médico, estratégia de longo prazo e integração entre medicação, exercício e hábitos sustentáveis.


Se você já usou medicação para emagrecer ou está pensando em iniciar esse tratamento, o passo mais importante é não focar apenas na perda de peso inicial.
Busque uma avaliação especializada para montar uma estratégia que reduza o efeito rebote e proteja sua saúde a longo prazo.

Dr. Airthon Correia – CRM SP 178868 | RQE 80268 | TEOT 16584